TEM MULHERES NA MACUMBA, SIM, SINHÔ!

Maria Elise Gabrielle Baggio Machado Rivas

Resumo


O objetivo deste trabalho é fazer análise parcial sobre as macumbas cariocas e a presença das mulheres nas mesmas por meio de matérias jornalísticas do fim do século XIX e início do século XX. O campo empírico constitui-se de 18 jornais que circularam entre 1871 a 1921, disponibilizados na rede pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Os resultados preliminares dos dados apontaram para as macumbas como religiões com presença das mulheres, mas não apenas isso. Também assinalaram para as macumbas como uma forma de musicalidade incorporada ao cotidiano das diversas classes sociais, que atravessaram décadas, como o bloco de carnaval Chora na Macumba e Melhorzinho na macumba. Ela marca presença como música de salão tocada em clubes desde 1884, entre eles: Clube Olympico Guanabara, Clube da União dos Amadores da (ilegível-observação minha) Orgânica, Clube internacional de Regatas, Clube Progressistas e Fenianos. Também ocupava lugar em crônica e poesias divulgadas nos jornais. A macumba que encontramos se apresenta como rituais poucos definidos e um estilo musical difundido em salões de clubes e ambos com a presença feminina. O referencial teórico utilizado é a hermenêutica da suspeita de Elisabeth Fiorenza, o que possibilitou encontrar as mulheres de modo explícito, mas também implícito no texto, Joan Scott, com a indicação de uma leitura não literal das fontes em um ponto de vista histórico a partir do gênero, e Perrot, buscando as mulheres nos silêncios da história contada.


Palavras-chave


Macumba; Gênero; Mulheres; Religiões Afrobrasileiras

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ISSN 1676-9570 (impresso - ENCERRADO)

ISSN 2178-437X (eletrônico)

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