Batismo e fé, sobre uma relação polêmica: réplica a Marcos Kruse

Gottfried Brakemeier

Resumo


O batismo pressupõe a fé da pessoa batizanda? Em caso de resposta afirmativa, estaria excluída a possibilidade do batismo de infantes. Mas esta é uma questão secundária. No fundo trata-se de clarear a relação que há entre o agir de Deus, de um lado, e o do ser humano, de outro. Reside aí uma armadilha teológica: Se é somente a graça que salva, como evitar o determinismo que desincumbe a pessoa de responsabilidade própria? Se, inversamente, for acentuada a necessidade da fé, como fugir do sinergismo que faz da salvação uma obra conjunta de Deus e do ser humano, diminuindo a graça? O presente artigo avalia essa questão fundamental da teologia a partir da relação que há entre o batismo como um agir de Deus e a fé como um fazer humano, buscando um caminho entre os extremos apontados acima. Diz a Bíblia que o ser humano é justificado somente por graça e somente por fé. Como entender este duplo “somente”?

Palavras-chave


Batismo; Fé; Justificação

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v41i2.656

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