Religião e Psicologia

Michael Utsch

Resumo


O autor propõe-se a fazer uma análise da relação entre religião, respectivamente o seu estudo acadêmico através da teologia, e a psicologia. Constata que no contexto dos países de fala alemã, especialmente na Alemanha, teólogos se ocuparam muito mais com a psicologia, do que psicólogos com a religião ou a teologia. Nessa sua assimilação da psicologia, teólogos privilegiaram uma escola psicológica marginal, a psicologia do profundo, e ainda têm dado pouca ou nenhuma atenção a escolas psicológicas importantes como a humanista, a behaviorista e a sistêmica. Constata ainda que no fundo ocorre uma disputa pela prerrogativa do conhecimento da alma humana, na qual a teologia e a igreja gradativamente vêm perdendo sua relevância. Em seu lugar ocorre uma crescente psicologização, que funde elementos da tradição cristã com conceitos asiáticos de consciência, técnicas budistas de meditação, assim como práticas xamãs e esotéricas, sob um conceito genérico de espiritualidade. Defende que, para ser possível um diálogo crítico recíproco, tanto a teologia quanto a psicologia precisam apontar uma para os limites da outra: a teologia para a questão das premissas antropológicas e cosmovisivas que servem de fundamento à psicologia; a psicologia para os aspectos fundamentais do sentir, pensar e agir religioso, muitas vezes ignorado pela teologia.

Palavras-chave


Religião; Psicologia; Teologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v53i2.491

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