Mercado, sacrifício e consumo religioso

Drance Elias da Silva

Resumo


A atividade religiosa, hoje, vem sendo cada vez mais orientada pela competição em mercado, e, por conta disso, o que se oferece como bem simbólico, para conforto e deleite da alma é ungido pela eficiência e otimizado para que a resolução de problemas individuais seja imediata. O texto que segue visa a observar, a partir dessa perspectiva, como se têm comportado certos setores dentro do pentecostalismo evangélico. Esse comportamento abrange fiéis e agentes especializados com suas atitudes e expressões de linguagens. Centrando-se na prosperidade, a significação dos produtos oferecidos para consumo ancora-se em “imagens” de mercado que passam a alimentar, cotidianamente, uma forma de libertação de algum mal. Outro aspecto também refletido diz respeito à questão do sacrifício. Mais do que colocar a vida econômica em risco, como, por exemplo, doando todo o salário do mês, toda a poupança familiar, as alianças de ouro ou a escritura da casa, o fiel entende tudo isso como ato de sacrifício. O sacrifício como ritual é orientado como experiência que constrói uma história religiosa de significado: a destruição de um bem ou renúncia a ele em honra à divindade.


Palavras-chave


Sacrifício; Neopentecostalismo; Mercado; Prosperidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v50i1.48

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