Exegese nos limites do sentido: os métodos histórico-críticos e as formas do monstruoso

Elizangela A. Soares, Paulo Augusto de Souza Nogueira

Resumo


Este artigo discute a narrativa envolvendo os gafanhotos da quinta trombeta no Apocalipse de João (Ap 9.1-12) a partir da teoria estética do monstruoso. Sua intenção é apontar que certos textos, justamente por não poderem ser despidos de seus mitos e/ou da linguagem mitológica com que foram escritos, apresentam limites aos movimentos demitizantes das interpretações histórico-críticas. Assim, narrativas como as que compõem o Apocalipse de João podem se beneficiar de hermenêuticas menos tradicionais e mais dispostas ao diálogo com suas imagens, símbolos e contradições. Nesse sentido, os monstros do texto e a forma como eles são articulados podem ser sua chave de leitura.

Palavras-chave


Gafanhotos; Monstro(s); Mito; Demitização; Interpretação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v59i2.3764

Direitos autorais 2019 Elizangela A. Soares, Paulo Augusto de Souza Nogueira

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 ISSN 0101-3130 (impresso) ISSN 2237-6461 (eletrônico)


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