Nova abordagem para a crítica da redação: a memória social como referência em lugar da dependência textual

Marcelo da Silva Carneiro

Resumo


Por décadas, a Crítica da Redação, uma das ferramentas mais recentes entre os métodos histórico-críticos, fundamentou-se na dependência textual entre os evangelhos e suas fontes, especialmente a partir da Teoria das Duas Fontes. O objetivo deste artigo é mostrar uma nova perspectiva da Crítica da Redação a partir do conceito de memória social, que demonstra a importância da oralidade junto com a textualidade, tendo como fundamento a teoria de Maurice Halbwachs, e considerando como pesquisadores do Novo Testamento têm trabalhado com ela. A partir disso, o artigo faz uma comparação sinótica entre os evangelhos, contrapondo perspectivas tradicionais com a nova abordagem. Desse modo, procura-se demonstrar que as semelhanças e diferenças entre os evangelhos não são o trabalho isolado de um autor em sua perspectiva redacional, mas sobretudo, a riqueza da memória da comunidade que gerou cada evangelho, imprimindo nele sua perspectiva sobre o evento Jesus.


Palavras-chave


Crítica da Redação; Memória Social; Evangelhos; Tradição Escrita; Tradição Oral;

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v59i2.3761

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 ISSN 0101-3130 (impresso) ISSN 2237-6461 (eletrônico)


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