Orações do Precariato? O papel político de religião em tempos precários

Sturla J. Stålsett

Resumo


Este artigo apresenta e discute o uso de Guy Standing do conceito “precariato” e sua possível utilidade ao analisar o papel da religião nas atuais crises políticas. Combinando o conceito clássico marxista do “proletariado” com várias experiências de precariedade num mundo globalizado como exclusão social, trabalho de tempo parcial ou inseguro, e migração, o termo “precariato” é apresentado como uma ferramenta socioanalítica sugestiva. O uso de Standing desse neologismo, porém, também é criticado, em particular, por apontar certos grupos sociais como “perigosos”, assim indiscutivelmente revelando um viés implícito, eurocêntrico e colonizador. Nem Standing nem seus críticos abordam o papel da religião em um relacionamento com o precariato. Portanto, referindo-se ao trabalho sociológico de Inglehart e Norris sobre a crescente relevância da religiosidade nas condições precárias de vida, este artigo coloca o desafio de analisar de que maneiras tipos diferentes de religiosidade (fundamentalista, carismático, libertacionista) podem ser vistos como afetando os processos políticos e de precariato para superar a precarização.

Palavras-chave


precariado; Guy Standing; Religião e Sociedade

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v58i2.3439

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 ISSN 0101-3130 (impresso) ISSN 2237-6461 (eletrônico)


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