Ensino Religioso e capitais culturais

Péricles Andrade, Ismael de Vasconcelos Ferreira

Resumo


Este artigo tem como objetivo propor alternativas às difi culdades de implementação de uma agenda multicultural ao Ensino Religioso, sobretudo a partir das tensões entre os capitais culturais religiosos familiares e escolares. Para isso busca responder algumas questões: como é possível aos professores de Ensino Religioso instituir nos espaços escolares princípios multiculturais para estudantes cujos capitais culturais familiares são constituídos por uma linguagem religiosa naturalizada enquanto sistema simbólico com elementos de totalidade coerente e que absolutiza o relativo e o arbitrário? Como propor um Ensino Religioso para crianças e adolescentes com posse de capitais culturais familiares que transfiguram as instituições sociais em sobrenaturais, estruturam suas vidas a partir desses princípios e conferem às relações sociais função simbólica de conferir a ordem social seu caráter transcendente e inquestionável? Partimos do pressuposto de que o conceito de capital cultural de Pierre Bourdieu, aqui também entendido como consciência prévia que tem na religião sua principal fonte de produção de sentido, se constitui num recurso metodológico fundamental enquanto alternativa a resoluções parciais dessas questões.


Palavras-chave


Capital Cultural, Ensino Religioso, Método, Religião

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v58i1.3174

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 ISSN 0101-3130 (impresso) ISSN 2237-6461 (eletrônico)


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