Tensões e tesões no ministério pastoral: um desafio à ética profissional

Carlos Eduardo Brandão Calvani

Resumo


Os seminários evangélicos e as faculdades de teologia no Brasil geralmente enfatizam o estudo das Escrituras, das doutrinas próprias da instituição ou métodos de crescimento e evangelização, mas pouco investem no acompanhamento da sexualidade dos seus alunos e alunas. Em geral, assumem o pressuposto do senso comum evangélico de que um/a seminarista já é uma pessoa sexualmente madura e “bem resolvida”. Não se leva em conta que a maioria dos seminaristas inicia sua formação por volta dos vinte e poucos anos ou até mesmo antes disso. Todos os anos as igrejas recebem turmas de adolescentes e jovens considerados “academicamente aptos” para o exercício do ministério pastoral. Porém a aptidão acadêmica nem sempre vem acompanhada de amadurecimento psicológico e emocional. A consequência é que muitas igrejas enfrentam problemas que envolvem assuntos de sexualidade por parte de pastores/as e tentam solucioná-los com atitudes moralistas e disciplinantes ou com “acordos silenciosos” a fim de preservar a credibilidade da instituição. O presente texto chama a atenção para a necessidade de um enfoque mais realista da sexualidade dos futuros quadros ministeriais das igrejas e sugere que as igrejas e os seminários devem se espelhar em códigos de ética profissional já existentes em outras profissões.


Palavras-chave


Teologia pastoral; Ética sexual; Sexualidade; Formação teológica

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