A mística de Jesus: Algumas considerações hermenêuticas

João Luiz Correia Júnior, Luiz Alencar Libório

Resumo


A pessoa de Jesus é, sem dúvida, uma das mais enigmáticas no mundo das religiões. Este artigo visa a uma reflexão sobre a mística de Jesus no seu relacionamento integrador (não dicotômico) com o Pai (Abba). A mística de Jesus para com o Pai é quase um recarregar constante da divindade, que está como um tesouro encoberto pela humanidade de Cristo, especialmente para uma visão de Deus no Antigo Testamento: um Deus inacessível e, ao mesmo tempo, segundo Rudolf Otto, fascinans et tremendum (fascinante e tremendo), gerando uma relação do homem com Deus ambivalente e dicotômica. Como resultado, Jesus rompe esse tipo de relacionamento dicotômico e ambivalente e Deus passa a ser Abba (paizinho!), nascendo uma relação complementar e integradora com o Pai, como afirma Martin Buber (Eu - Tu eterno), e que quer a realização plena de seus filhos (Jo 10.10) aqui na Terra e na vida eterna como o rio que se torna oceano (Santo Agostinho).

Palavras-chave


Transcendência; Encarnação; Salvação; Relação integradora; Fé

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v55i2.2424

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