A Humanidade de Deus como fundamento para uma espiritualidade ética

Jefferson Zeferino, Clodovis Maria Boff

Resumo


Numa época em que se negligencia e se banaliza a questão da morte, marcada pela pobreza das propostas de sentido, sobressaindo-se a do hedonismo, entendemos que é o Espírito de Deus que promove e fundamenta a vida em sua integralidade. Neste artigo, trazemos um tema teológico central para a fé cristã, que é a humanidade de Deus, como ponto de contato para que se compreenda o ser humano enquanto ser de profunda densidade ontológica que, a partir de Deus, pode encarar a vida e a morte. Tomamos por base os textos “A importância eterna da humanidade de Cristo para a nossa relação com Deus” (presente na obra Teologia e Antropologia) de Karl Rahner, e “A humanidade de Deus”, artigo de Karl Barth. Esses teólogos são reconhecidos como dois dos maiores pensadores do século XX e servem como inspiração para nossa pesquisa. Neste trabalho, identifi camos as teses centrais dos textos referidos e as comparamos com a fi nalidade de receber impulsos para a construção de uma espiritualidade baseada na humanidade de Deus e com implicações éticas – pois é a relação com Deus que fundamenta, motiva e ressignifi ca o todo da existência e da relação com o próximo. Nessa direção, demonstramos que uma espiritualidade ética é possível, necessária e urgente na atualidade, quando a incoerência entre vida e fé é gritante, e se vive, muitas vezes, uma espiritualidade desencarnada, descontextualizada e impotente. 

Palavras-chave


Karl Barth; Karl Rahner; Humanidade de Deus; Espiritualidade ética; Morte

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v55i1.2418

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