Os direitos dos animais e ecologia: uma perspectiva a partir do Antigo Testamento

Chilkuri Vasantha Rao

Resumo


Deuteronômio 25.4 é a lei sobre não atar a boca ao boi enquanto debulha. Essa lei é colocada numa sequência específica de Dt 22.6-7; 22.10 e 25.4 que demonstra o interesse pela vida e bem-estar dos animais. Nessa lei (Dt 25.4), o autor deuteronomista parece estar preocupado com a vida e “a necessidade vital” do boi debulhador. Essa “necessidade vital” é reconhecida como sendo a necessidade de permitir que o boi exercite livremente seu impulso instintivo de comer e assim saciar sua fome. Os sábios rabínicos mais tardios, seguindo a ética deuteronômica do bem-estar do animal, mantiveram a preocupação pelo boi debulhador e até reconheceram novos problemas que precisavam de cuidado. Assim, a consideração pelas necessidades vitais de um boi debulhador continuou através da história na vida agrícola de Israel e até mais tarde nos tempos e nas tradições pós-bíblicos.


Palavras-chave


Lei do Deuteronômio; Direito dos animais; Teologia; Ecologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v51i2.204

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