A Polifonia e o Ipê-Amarelo: anotações sobre o “primeiro” Rubem Alves como leitor de Dietrich Bonhoeffer

Carlos R. Caldas Filho

Resumo


Rubem Alves (1933-2014) foi um dos mais complexos, densos e prolíficos teólogos que o Brasil produziu. Alves rompeu com um modelo tradicional de fazer teologia, racionalista e linear, e dialogou com saberes como a filosofia da linguagem, a sociologia, a literatura (com ênfase na poesia) e a psicanálise. Seu pensamento teológico é como um quebra-cabeça não montado, visto que ele mesmo nunca se preocupou em sistematizá-lo. Uma leitura em seus textos mais maduros mostra que Alves recebeu muitas influências. Agostinho, Lutero, Angelus Silesius Feuerbach, Nietzsche, Bachelard são algumas destas. No entanto, ênfase que se percebe em seu pensamento desde cedo é uma preocupação com o social, e não apenas com a “salvação da alma”, o grande tema da teologia pietista na qual foi formado. Neste sentido a teologia de Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) foi de grande influência no pensamento alvesiano.  O presente artigo pretende apresentar a influência da teologia, com ênfase na sua ética, de Bonhoeffer no “primeiro” Rubem Alves.

Palavras-chave


Rubem Alves; Dietrich Bonhoeffer; ética; igreja; polifonia da vida

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v54i2.2027

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