Reflexões ético-cidadãs sobre a formação de professores para a educação inclusiva

Alvori Ahlert

Resumo


A educação inclusiva é hoje uma premissa fundamental numa sociedade que se quer democrática. As últimas décadas demonstram uma crescente abertura para com o diferente, com aquelas pessoas portadoras de alguma necessidade especial. Essa realidade tem atingido em cheio a escola. A segunda metade do século XX desafiou, de forma especial, a escola, para que ela se constitua num instrumento de inclusão social de todos aqueles historicamente marginalizados. Isso tem demandado uma nova filosofia da educação, capaz de pensar e articular novas práxis educacionais. Especialmente no contexto da formação de professores, essa filosofia obriga a construção de novas linguagens capazes de significar a realidade inter-relacional de uma sociedade que se dispõe a valorizar as diferenças. Tal filosofia encontra seus fundamentos na “Teoria da Ação Comunicativa” de Habermas. Ela possibilita a formação à busca de linguagens múltiplas capazes de pronunciar o sentido da realidade e ordená-la para que todos, em suas várias diferenças, possam dizer a sua palavra/mensagem e não mais ficar à margem do processo de construção do seu mundo. Só assim as linguagens poderão tornar-se consciência, práxis, carência, necessidade, intercâmbio, fundando relações entre os seres humanos e suas necessidades, e estabelecendo as bases para uma sociedade mais justa e democrática.


Palavras-chave


Educação inclusiva; Filosofia da Educação; Ação Comunicativa; Formação de professores

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v49i1.192

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