O movimento ecumênico no Brasil contemporâneo: 1980-2000

Agemir de Carvalho Dias

Resumo


A pesquisa analisa o movimento ecumênico na década de 1980 e começo da década de 1990 utilizando como referência o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) por meio da sua revista Tempo e Presença. As ideias e as relações estabelecidas pelo movimento apoiaram a constituição de vários dos movimentos populares no Brasil. O movimento ecumênico estabeleceu-se no Brasil principalmente através de organizações não governamentais (ONGs) e se mostrou dinâmico e criativo no sentido de elaborar projetos e ações em diversas áreas no campo social. O movimento ecumênico preocupou-se com a educação popular, com a organização da igreja a partir do povo, apoiou os movimentos populares, assessorou a luta sindical, defendeu os Direitos Humanos, lutou pela demarcação das terras indígenas, participou na vida política brasileira lutando contra a ditadura militar. As perspectivas do movimento ecumênico após as mudanças ocorridas nos anos 1990 – com a redemocratização do Brasil e da América Latina, o estabelecimento de uma nova ordem internacional com a queda do muro de Berlim, e as questões ambientais – levaram a uma nova ação do movimento ecumênico. Buscando novas formas de fazer política, como o apoio ao Fórum Social Mundial (FSM), a busca do diálogo inter-religioso como imperativo na construção de uma sociedade de paz e a formação de uma nova agenda do movimento com relação à justiça social e ao meio ambiente.

Palavras-chave


Movimento Ecumênico; Movimentos Populares; Política

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DOI: http://dx.doi.org/10.22351/et.v54i1.1485

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