PRÉDICA COMO UMA CONVERSA COM O OUVINTE SOBRE A SUA VIDA

Wilhelm Gräb

Resumo


Sem negar o valor e a necessidade da tradição para a exegese e a prédica, o artigo aponta para a necessidade de a pregação também pré-ocupar-se com o ouvinte da prédica. O autor observa que em um contexto secularização da religião, as pessoas não deixam de ser religiosas - apenas que a forma como vivenciam e experimentam sua religiosidade adota um formato pragmático e de distância/resistência a formatos institucionalizados de fé. A prédica deveria ocupar-se com o ouvinte e atentar para a religião vivida nas entranhas da experiência humana. “O que move as pessoas? Onde as pessoas se movem?” São perguntas que cada pregador deveria fazer, antes mesmo de iniciar o processo (formal) de preparar a sua prédica. A prédica, portanto, é “uma conversa com o ouvinte sobre a sua vida.” Assim, o autor propõe um método que auxilie o pregador. Esse método envolve quatro etapas que, de forma circular, passam a) pela interpretação do texto sagrado, b) pela hermenêutica do ouvinte - compreender o ouvinte em sua busca religiosa por sentido de vida, c) passam pela re-significação da vida à luz da mensagem da justificação e d) pela arte da retórica que apresenta a prédica de forma interessante, cativante e significativa para o ouvinte. O autor conclui seu artigo apontando para três critérios que a retórica deveria observar: o critério da compreensão, o critério da contextualização e o critério da performatividade.


Palavras-chave


Homilética. Religião vivida. Ouvinte da prédica.

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ISSN 2238-8516

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